quinta-feira, 25 de março de 2010

durante a aula de História...

Muitos falam muito mas não dizem nada, outros também falam demais por não saberem se explicar, quem tem boca fala o que quer. Sou Rei, sou dono verdade, quero atenção, estou perdido na selva, porém existem aqueles que simplesmente falam por vocação e eu não estou escrevendo sobre quem tem o dom da palavra, os mestres da oratória. Cada um é cada um. A diversidade é grande. Viva a Adão! Viva a Eva!

24/03/10 21h.. no meio de uma aula de Históra do Brasil (aula bacana, aula maçante) a caneta, tomada de vida própria, riscava traços em meio a uma folha branca. De inicio eles parecem absurdos e incoerentes como a maioria dos riscos por ela produzidos. Com o passar dos minutos, com os 'tamoios' soprados pela boca da professora circulando a minha cabeça, eis que a sistematização toma forma e impera sobre a fantasia gerada por minha mão, que segurava a caneta.

Menina seduz
ao redor da mesa
vestido, é ela a luz
cauda de um cometa
opõe-se a escuridão
sou do seu planeta...

Tráfego ao seu redor
vicios da sarjeta
ela finge não saber
cores, violetas
eu posso me perder
nos seus braços sem leis
beijos e outros ritos
interestelar,
olhos tão castanhos...

Cidade a ruir
astros e cometas
eu gosto dela assim
flor de laranjeira
não teme a solidão
sinto o seu cheiro
fogos de artifício
ritos e passagens...

Esse é o novo jeito de viver
aos seus pés as sementes de um verão
me joga à imensidão
os retratos de um verão

Menina induz
todo esse fascínio
e ao brilho da manhã
fogos de artifício, a noite logo vem
quero seu abrigo
interestelar
te amo cada vez mais

Nenhum comentário:

Postar um comentário