Hoje acordei pensando em um caso raro
o tempo e a paisagem como peças de um teatro
lembro de você em um instante, leve e discreta
com seus livros e discos e olhos aflitos
blusa amarela
quase voando inteira do quarto atravéz da janela
e os aviões de papel aterrisando por baixo da minha porta,
por baixo da minha porta
eu não estava só
o tempo e a paisagem me deixavam absorto
o vento vibrava afinada aquarela
intrépida e valente
por todo o meu rosto
a tua voz soava macia
sadia e singela
e o que a gente não dizia
deslizava sobre a pele repleto de notas
ai o céu que não era céu apareceu
até o céu que não era céu apareceu
em meio a fumaça dos cigarros
no meio desse barulho infernal que fazem os carros
você transpirava as rimas e suspiros de Garcia Lorca
ahnn esse jeito seu...
ahnnn essa plenitude infinita...
impede a foice sangrar mais uma vida
anula a ferrugem que assola os anos
com sua doçura divina
calando em gritos o pranto
"...O rio se encontra ao mesmo tempo em toda a parte, na fonte tanto como na foz, nas cataratas e na balsa, nos estreitos, no mar e na serra, em toda parte, ao mesmo tempo; de que para ele há apenas o presente, mas nenhuma sombra de passado nem de futuro. O menino Sidarta não estava separado do homem Sidarta e do ancião Sidarta, a não ser por sombras, porém, nunca por realidades. Nada foi, nada será; tudo é, tudo tem existência e presente..."
segunda-feira, 19 de abril de 2010
terça-feira, 13 de abril de 2010
Um esconderijo sacro-natural
Sob um véu de pensamentos tortos
(fiapos insanos de uma mente estrelada)
avisto flâmulas bem no horizonte...
uma certa copa de árvore desperta atenção
o olhar desfolha o caminho ate o mirante
a poesia não era mais como antes
restou o ligeiro encontro das mãos
o atrito frio da pele ardia em sensações
úmido tato, ínferos lábios
nada salvara os meus naufrágios
a minha carne é o flagelo da noite
ela está sossegada, desperta e afiada
por sob os seus dedos
dedos ladinos que desbravam o meu porto
efêmeros gostos
que anseiam sastifação...
Naufragando em segredos...
tudo era muito mais do que antes
um oceano de idéias que causam efeito
altas insônias brilhando noturnas
o inconstante luar...
as flores que sangram em flores
nascidas em fereza
sao dissonantes (atravéz dos seus lábios)
como uma prece velada
resgato o tom das suas conversas,
os disparos na rua sedenta e gelada
o veneno das trevas...
alados os meu pensamentos
ainda inquietos banhados de chuva
os teus olhos de prata, feitos de lua
rasgam toda a palidez escura
andam pelo abismo da noite
com o silêncio de cada instante
tecendo o seu abrigo...
um esconderijo sacro-natural
(fiapos insanos de uma mente estrelada)
avisto flâmulas bem no horizonte...
uma certa copa de árvore desperta atenção
o olhar desfolha o caminho ate o mirante
a poesia não era mais como antes
restou o ligeiro encontro das mãos
o atrito frio da pele ardia em sensações
úmido tato, ínferos lábios
nada salvara os meus naufrágios
a minha carne é o flagelo da noite
ela está sossegada, desperta e afiada
por sob os seus dedos
dedos ladinos que desbravam o meu porto
efêmeros gostos
que anseiam sastifação...
Naufragando em segredos...
tudo era muito mais do que antes
um oceano de idéias que causam efeito
altas insônias brilhando noturnas
o inconstante luar...
as flores que sangram em flores
nascidas em fereza
sao dissonantes (atravéz dos seus lábios)
como uma prece velada
resgato o tom das suas conversas,
os disparos na rua sedenta e gelada
o veneno das trevas...
alados os meu pensamentos
ainda inquietos banhados de chuva
os teus olhos de prata, feitos de lua
rasgam toda a palidez escura
andam pelo abismo da noite
com o silêncio de cada instante
tecendo o seu abrigo...
um esconderijo sacro-natural
domingo, 11 de abril de 2010
Homem volta do futuro para salvar a humanidade do inferno comunista

"Na última sexta-feira, um jovem foi preso por tentar sabotar o LHC, o acelerador de partículas que atua no subsolo do planeta, o rapaz alegou que é um habitante do futuro e que veio salvar a humanidade da destruição em massa causada pelo aparelho.
Policiais e seguranças da área descrevem o modo de se vestir do jovem como “estranho”, que mescla o contemporâneo ao moderno.
Depois que confessou a tentativa de sabotagem o rapaz fez questão de reivindicar a autoria dos problemas que afetaram o aparelho em Novembro do ano passado.
Quando questionado sobre a sua nacionalidade, o rapaz afirmou: ‘Os países não existem de onde eu sou. A descoberta do bóson de Higgs levou ao poder sem limites, a eliminação da pobreza para todos. É um inferno comunista e estou aqui para impedi-lo."
http://www.pitacosmodernos.com.br/2010/04/homem-afirma-que-veio-do-futuro-para.html
Bom, uma coisa ele acertou, o comunismo é um inferno.
segunda-feira, 5 de abril de 2010
O Som do Trovão (dentes de leão)
O Som do Trovão (dentes de leão)
Te falo com os olhos nos lábios
sua vinda tardia o meu ócio
tocando viola, bebendo na roda
pensando em você
com toda essa gente ao meu lado
eu nem reparo
nem reparo
e no serviço eu me atraso
barba por fazer
excesso de planos
frases prontas pra dizer
palavras que mudam
te fazem sentir
e me levam daqui
Você fica bem no seu lar...
e eu nas madrugadas
sem nome ou sobrenome
eu me perco indo pra casa
tendo em vista outros rumos
me esqueçendo em alguém
estou sempre em apuros
uso todas as roupas de um teatro sem ninguém
Porto Alegre é tão grande...
como nunca imaginei
Você fica bem onde está...
Para ignorar o seu olhar
eu saio pelado na rua
me distraio na chuva
mas deixo você passar
atravéz do meu corpo
e atinge a minha alma
pelos seus flancos
pêlos seus francos
Sem medo da sombra que desce
com o fervor de um menino
igual a um leão
a pele calejada de preces
a fúria da espécie
carece perdão
e quando tudo se acaba
e ainda não sigo para casa
tenho saudades do luar...
do seu lar...
E corro para a imensidão
não ter que me achar
ela é igual ao som do trovão
com muito barulho por todos os lados
e com dentes bem afiados
e mentiras aladas pra devorar
a diversão sempre é garantida
a ressaca também
todos estao certos
mesmo cercado de vetos
e com muitos poréns
o mundo egoísta se afirma na falta do sonho
e no seu retrocesso
mas sempre que ouço seus planos
e te vejo com todos seus jestos
a ilusão se desfaz
e nada se acaba
Te falo com os olhos nos lábios
sua vinda tardia o meu ócio
tocando viola, bebendo na roda
pensando em você
com toda essa gente ao meu lado
eu nem reparo
nem reparo
e no serviço eu me atraso
barba por fazer
excesso de planos
frases prontas pra dizer
palavras que mudam
te fazem sentir
e me levam daqui
Você fica bem no seu lar...
e eu nas madrugadas
sem nome ou sobrenome
eu me perco indo pra casa
tendo em vista outros rumos
me esqueçendo em alguém
estou sempre em apuros
uso todas as roupas de um teatro sem ninguém
Porto Alegre é tão grande...
como nunca imaginei
Você fica bem onde está...
Para ignorar o seu olhar
eu saio pelado na rua
me distraio na chuva
mas deixo você passar
atravéz do meu corpo
e atinge a minha alma
pelos seus flancos
pêlos seus francos
Sem medo da sombra que desce
com o fervor de um menino
igual a um leão
a pele calejada de preces
a fúria da espécie
carece perdão
e quando tudo se acaba
e ainda não sigo para casa
tenho saudades do luar...
do seu lar...
E corro para a imensidão
não ter que me achar
ela é igual ao som do trovão
com muito barulho por todos os lados
e com dentes bem afiados
e mentiras aladas pra devorar
a diversão sempre é garantida
a ressaca também
todos estao certos
mesmo cercado de vetos
e com muitos poréns
o mundo egoísta se afirma na falta do sonho
e no seu retrocesso
mas sempre que ouço seus planos
e te vejo com todos seus jestos
a ilusão se desfaz
e nada se acaba
domingo, 4 de abril de 2010
A Maior Pobreza
Tudo nesse mundo é movimento, o nosso planeta é a terra da realização da matéria.. tudo é mutável. Se nós não percerbemos essa realidade, de que tudo é possivel, de que tudo se transforma, nós jamais iremos evoluir.
Eu como ser-humano tenho meus 'defeitos' (algo primitivo; fiz essa ressalva pois não gosto do tom pejorativo da palavra defeito), SINTO o vento, a água, a terra, o fogo, e, também, o místico. Sinto raiva, medo, ciúmes, ansiedade, angústia, apego e etc.. Sinto todos esses sentimentos negativos porque sou HUMANO, ou, em outras palavras, sou humano porque sinto tudo isso em minha alma, se não fosse assim eu nem estaria aqui e se por acaso estivesse, seria algo como Jesus, Buda, madre Teresa; seres humanos tão evoluidos que mesmo não precisando entrar mais nessa 'grande escola' que é nossa realidade o fazem por terem um amor e uma caridade quase que absolutos.
Nesse ponto, entra a pior pobreza, o pensamento+ação/prática que não se realiza. Eu como HUMANO sinto todo esse medo, apego, raiva... o que nós precisamos fazer é questionar esses sentimentos, procurar encontrar a sua origem, tentar entender pq sentimos isso em relação a determinada coisa, saber que tudo na vida é uma passagem, que tudo no mundo flui em alguma direção, nada é estático e para sempre, o amor e a dor andam juntos, fazer a minha oração, a minha meditação e fluir com a energia cósmica. Isso é um exercicio, uma prática que deve ser adotada no dia-a-dia, uma EVOLUÇÃO.
Por mais que alguém esteja mergulhado nesses sentimentos, eu garanto que praticando esse amor, daqui um tempo voce vai perceber como o que era difícil antes, agora se tornou simples.. isso pq esses sentimentos, essa negatividade nos cega.. com essa prática vc vai se libertando aos poucos dessas correntes, desse peso.
Então, pra não me alongar demais, na minha opinião a pior pobreza consiste em negar, por mais confuso e perdido que estejas, todas as ferramentas que vc tem para modificar o que desejas, NÃO SE JULGUE, apenas OBSERVE-SE, não se REPRIMA apenas QUESTIONE, NÃO SE COBRE DEMAIS saiba que vc é um ser de DEUS e que esse mundo maravilhoso está ae para nós aperfeiçoarmos nosso espírito.
Namastê
Guilherme de Azambuja
Eu como ser-humano tenho meus 'defeitos' (algo primitivo; fiz essa ressalva pois não gosto do tom pejorativo da palavra defeito), SINTO o vento, a água, a terra, o fogo, e, também, o místico. Sinto raiva, medo, ciúmes, ansiedade, angústia, apego e etc.. Sinto todos esses sentimentos negativos porque sou HUMANO, ou, em outras palavras, sou humano porque sinto tudo isso em minha alma, se não fosse assim eu nem estaria aqui e se por acaso estivesse, seria algo como Jesus, Buda, madre Teresa; seres humanos tão evoluidos que mesmo não precisando entrar mais nessa 'grande escola' que é nossa realidade o fazem por terem um amor e uma caridade quase que absolutos.
Nesse ponto, entra a pior pobreza, o pensamento+ação/prática que não se realiza. Eu como HUMANO sinto todo esse medo, apego, raiva... o que nós precisamos fazer é questionar esses sentimentos, procurar encontrar a sua origem, tentar entender pq sentimos isso em relação a determinada coisa, saber que tudo na vida é uma passagem, que tudo no mundo flui em alguma direção, nada é estático e para sempre, o amor e a dor andam juntos, fazer a minha oração, a minha meditação e fluir com a energia cósmica. Isso é um exercicio, uma prática que deve ser adotada no dia-a-dia, uma EVOLUÇÃO.
Por mais que alguém esteja mergulhado nesses sentimentos, eu garanto que praticando esse amor, daqui um tempo voce vai perceber como o que era difícil antes, agora se tornou simples.. isso pq esses sentimentos, essa negatividade nos cega.. com essa prática vc vai se libertando aos poucos dessas correntes, desse peso.
Então, pra não me alongar demais, na minha opinião a pior pobreza consiste em negar, por mais confuso e perdido que estejas, todas as ferramentas que vc tem para modificar o que desejas, NÃO SE JULGUE, apenas OBSERVE-SE, não se REPRIMA apenas QUESTIONE, NÃO SE COBRE DEMAIS saiba que vc é um ser de DEUS e que esse mundo maravilhoso está ae para nós aperfeiçoarmos nosso espírito.
Namastê
Guilherme de Azambuja
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