A construção e consolidação da identidade do Serviço Social de hoje, enquanto profissão, só foi possível graças à sistematização do saber acumulado pela profissão, à investigação sobre o próprio Serviço Social e à compreensão das dinâmicas sociais e seu redimensionamento numa perspectiva que acompanha a diversidade, complexidade e globalidade das novas demandas emergentes na sociedade brasileira. Se, históricamente, em uma primeira fase, a profissão era portadora do estigma do assistencialismo paternalista e autoritário e sofria forte influência teórico-metodológico do Serviço Social norte-americano, com seu modelo que não se enquadrava à realidade brasileira, com a virada dos anos 50 para os 60 já pode percerber-se a caracterização da necessidade de criar novos métodos e técnicas assim como era visível a crescente demanda por uma formação qualificada do ensino em Serviço Social no Brasil. Com o início dos anos 60 e a passagem dos anos 70, marcos históricos surgiram como maneiras de institucionalizar e legitimar a profissão no país, agregar e organizar os profissionais da categoria, sistematizar os saberes científico-metodológicos e direcionar um rumo que a profissão deveria tomar levando em conta a necessidade da formação de um novo projeto profissional ético-político. Esses marcos caracterizaram-se pelos congressos e seminários realizados a partir da década de 60. É neste período que a profissão se articula com outros segmentos e organizações que compartilham do projeto societário do ServiçoSocial. Por outro lado, as crescentes parcelas de trabalhadores empobrecidos que necessitavam de bens e serviços, pressionam o Estado a intervir nas relações sociais e a ser protagonista como agente central na condição de fortalecer as políticas públicas.
A 'questão social' em suas variadas expressões é a matéria prima do Serviço Social e é sobre ela que a profissão se define e se constrói. A prática profissional se articula através de um caráter político pois suas ações alcançam desdobramentos que se explicam no âmbito das próprias relações de poder da sociedade, ou seja, o Serviço Social participa tanto do processo de reprodução dos interesses de preservação do capital quanto das respostas às necessidades de sobrevivência dos que vivem do trabalho.
AZ
"...O rio se encontra ao mesmo tempo em toda a parte, na fonte tanto como na foz, nas cataratas e na balsa, nos estreitos, no mar e na serra, em toda parte, ao mesmo tempo; de que para ele há apenas o presente, mas nenhuma sombra de passado nem de futuro. O menino Sidarta não estava separado do homem Sidarta e do ancião Sidarta, a não ser por sombras, porém, nunca por realidades. Nada foi, nada será; tudo é, tudo tem existência e presente..."
domingo, 31 de outubro de 2010
sábado, 16 de outubro de 2010
Aspectos inerentes à inauguração da barraca-sede do CASS
Entre as muitas atividades relacionadas ao Serviço Social, essa questão proposta é uma demonstração que não podemos deixar de relacionar ao próprio perfil dos alunos que optam por esse curso. O SS também envolve uma série desdobramentos que se explicam através da inquietação inerente não somente aos alunos deste curso mas da maioria dos jovens estudantes deste país, cidadania, paticipação, envolvimento com este universo político-social que nos cerca. A luta por uma formação acadêmica que apresente um campo para que o corpo discente possa exercer pleno desenvolvimento não somente teórico, metodológico e prático mas que também possibilite essa variedade das expressões sociais e culturais que são fundamentais como elementos de um país livre e democrático é essencial e isto, de certa maneira, incorpora algumas das aspirações do Serviço Social.
O problema a primeira vista parece não ser falta de verba. Vemos essa iniciativa como uma forma de agilizar os processos burocráticos necessários para que uma solução seja encontrada ou, se as pedras no caminho são outras, que essa atitude sirva como vitrine e meio de pressão. O curso de Serviço Social assim como os demais tem o respaldo para usar este meio como forma de protesto e também como uma alternativa para viabilizar as suas atividades discentes. Respaldo este que assume um papel histórico quando olhamos para o passado e vemos todas as lutas enfrentadas pelos estudantes na sua incansável resistência frente ao discurso institucional e no que diz respeito a obtenção de um espaço seu dentro da academia.
AZ
email: cass_ufrgs@hotmail.com
sexta-feira, 1 de outubro de 2010
Barracas na UFRGS
Serviço Social inaugura barraca-sede do centro Acadêmico na Universidade Federal do RS

Os estudantes da primeira turma de Serviço Social da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) inauguraram, nesse mês, a sede de seu Centro Acadêmico, o CASS. Uma barraca foi instalada no pátio do Instituo de Psicologia (IP), onde o curso está alocado, para viabilizar as atividades discentes. A estrutura provisória é sintoma do agravamento da falta de espaço fìsico enfrentado pela universidade.
O problema é antigo, mas a contrapartida insuficiente doi Programa de Reestruturação e Expansão das universidades Federais (REUNI) tornou a situação insuportável. Se, por um lado, foram abertos novos cursos e vagas, por outro, não houve melhora na infraestrutura das unidades da UFRGS que aderiram ao programa. No IP, foram abertas as graduações em Fonoaudiologia e Serviço Social, além do curso de Psicologia Noturno. No entanto, a estrutura se mantém a mesma, sem investimentos em melhorias. Logo, vem a conclusão: o IP vai explodir!
Além da falta de salas de aula e laboratórios, a organização estudantil também está prejudicada. Faltam espaços para os Centros Acadêmicos de Fonoaudiologia e Serviço Social. A instalação de uma barraca se tornou uma alternativa de protesto e de uso literal do espaço para a realização de reuniões. Por entender que esta é uma realidade absurda, vivida não só pelos alunos do IP, mas por alunos de diferentes unidades da UFRGS, convocamos o corpo discente a levantar barracas por toda a universidade!
Para cada C.A. ou disciplina sem sala disponível, vamos erguer uma barraca!
Quando o problema se torna público, incomoda mais...
Saudações dos estudantes de Serviço Social.
email: ssufrgs2010@gmail.com

Os estudantes da primeira turma de Serviço Social da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) inauguraram, nesse mês, a sede de seu Centro Acadêmico, o CASS. Uma barraca foi instalada no pátio do Instituo de Psicologia (IP), onde o curso está alocado, para viabilizar as atividades discentes. A estrutura provisória é sintoma do agravamento da falta de espaço fìsico enfrentado pela universidade.
O problema é antigo, mas a contrapartida insuficiente doi Programa de Reestruturação e Expansão das universidades Federais (REUNI) tornou a situação insuportável. Se, por um lado, foram abertos novos cursos e vagas, por outro, não houve melhora na infraestrutura das unidades da UFRGS que aderiram ao programa. No IP, foram abertas as graduações em Fonoaudiologia e Serviço Social, além do curso de Psicologia Noturno. No entanto, a estrutura se mantém a mesma, sem investimentos em melhorias. Logo, vem a conclusão: o IP vai explodir!
Além da falta de salas de aula e laboratórios, a organização estudantil também está prejudicada. Faltam espaços para os Centros Acadêmicos de Fonoaudiologia e Serviço Social. A instalação de uma barraca se tornou uma alternativa de protesto e de uso literal do espaço para a realização de reuniões. Por entender que esta é uma realidade absurda, vivida não só pelos alunos do IP, mas por alunos de diferentes unidades da UFRGS, convocamos o corpo discente a levantar barracas por toda a universidade!
Para cada C.A. ou disciplina sem sala disponível, vamos erguer uma barraca!
Quando o problema se torna público, incomoda mais...
Saudações dos estudantes de Serviço Social.
email: ssufrgs2010@gmail.com
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